domingo, setembro 19, 2004

escuro lamento da noite onde se escuta o uivar do vento



na noite tétrica
vi sombras

vazias

caladas

fechadas

chuva ácida, num miudinho chuvisco

solidão oprimida
de tanto resgatada,

momentos eternos de adiamentos
em sonhos livres e desnudados

linhas de um rosto
entrelaçadas
na brisa de um desejo,

um nunca
presente,

o bater da cabeça
de raiva
nas palavras injustas,

a indiferença
que corre em veias grossas,

vi
desprezo
indiferença injustiçada

dizer não
à fúria de estar

por querer ser o prazer saciado


onda

  abril desfolhado a tela já não é sinfonia nem as aves gritam como qualquer papoila num campo distante não há forças para sonhar ...